sábado, 30 de agosto de 2014

ANTÔNIO CARLOS VIANA: “Um escritor da literatura comparada”.


Por: Allan de Oliveira.
Contato: allantbo@hotmail.com


Fonte da foto: http://literatura.uol.com.br/literatura/figuras-linguagem/28/antonio-carlos-viana-fica-dificil-ser-otimista-num-mundo-em-161131-1.asp


Antônio Carlos Viana nasceu em Aracaju/SE em 1946. É contista, tradutor, e professor. Tem mestrado em Teoria Literária pela Universidade Católica do Rio Grande do Sul, bem como doutorado em Literatura Comparada pela Universidade de Nice (França). Foi professor universitário da UFS e tradutor. Morou no em Porto Alegre, Rio de Janeiro e França. Foi premiado várias vezes, devido à sua grande capacidade intelectual, dentre os quais podemos destacar os seguintes prêmios: Esso de Literatura (contos), em 1971; Prêmio da União Brasileira de Escritores (RJ), em 1974; Prêmio Tobias Barreto da Prefeitura Municipal de Aracaju, em 1975; Prêmio Nacional de Contos Cidade de Belo Horizonte, em 1991; Prêmio Nacional de Contos da Associação Gaúcha de Escritores, em 1991; O prêmio APCA 2009 de melhor livro de contos por Cine privê. Escreveu contos, fez traduções de livros franceses, e ajudou para ser escrito o livros de didático Roteiro de Redação: Lendo e argumentando, da Editora Scipione com a participação de outras pessoas.

A atmosfera dos contos de Antônio Carlos Viana, geralmente, ocorre no interior nordestino, bem como na França, mostrando aspectos da Literatura Comparada; sendo abordada a temática da infância e miséria social.


Contos:

* Brincar de manja (1974)

* Em pleno castigo (1981)

* O meio do mundo e outros contos (1999)

* Aberto está o inferno (2004)

* Cine privê (2009)


Obras traduzidas:

* Ingrid Caven (2002)

* A Controvérsia (2003)

* Um lugar entre os vivos (2004)

* O Sangue do Mundo (2005)

* Hoje Cendraps parte para o Brasil (2006)

* Não há silêncio que não termine (2010)



REFERÊNCIAS:

Antônio Carlos Viana. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Carlos_Viana>. Acesso em: 03 de jul. de 2014.

Acervo sobre Antônio Carlos Viana. Disponível em: <http://joseanafonseca.blogspot.com.br/p/acervo-sobre-antonio-carlos-viana.html>. Acesso: 03 de jul. de 2014.

BIOGRAFIA - ANTONIO CARLOS MANGUEIRA VIANA. Disponível em:<http://tobiasnanet.blogspot.com.br/2013/02/biografia-antonio-carlos-mangueira-viana.html>. Acesso: 03. de jul. de 2014.




segunda-feira, 31 de março de 2014

FRANCISCO DANTAS: “Um escritor pós-moderno no Rio dos Siris”.


Por: Allan de Oliveira.
allantbo@hotmail.com

Fonte da foto: http://caobarbosa.blogspot.com.br/2013/02/caderno-de-ruminacoes-francisco-j-c.html

Francisco J. C. Dantas nasceu no engenho de um avô no município de Riachão do Dantas em 18 de outubro de 1941. É considerado um autodidata, por não ter tido a oportunidade de estudar em idade normal. Estudou supletivo, exercendo vida acadêmica no Curso de Letras-Português na UFS (Universidade Federal de Sergipe), somente, aos 30 anos de idade, destacando-se e se revelando um grande estudante. Fez mestrado e doutorado fora do Estado de Sergipe, trabalhou como professor da UFS. É considerada uma pessoa reservada por preferir viver de forma isolada, na busca de ambientes campestres como sua fazenda no município de Itabaianinha, palco que lhe serve de inspiração para a produção dos seus textos. Seu primeiro Romance, Os Desvalidos, fora lançado quando o autor estava com 50 anos.

Francisco Dantas é considerado um autor fiel à realidade e à cultura nordestina, influenciado pelos escritores Juan Carlos Onetti, William Faulkner, e Mario Vargas Llosa. Escreveu vários contos em jornais e revistas. Suas obras são consideradas pós-modernistas por causa da junção do popular com o erudito, característica própria dessa corrente literária.

No ano 2000, Francisco Dantas recebeu o Prêmio Internacional União Latina de Literaturas Românicas. É “consagrado pela crítica como um dos melhores autores da atual literatura brasileira. Seus três livros, Coivara da Memória, Os Desvalidos e Cartilha do Silêncio, foram bem recebidos e sua contribuição, portanto, está assegurada como uma das mais importantes dada por um sergipano ao Brasil”. (NASCIMENTO, p. 7)

Francisco Dantas recebeu também um prêmio na Itália ao ter concorrido com grandes romancistas, sendo reconhecido nos Estados Unidos, convidado a dar aula na Califórnia em 2000.

As principais obras desse autor são consideradas Coivara da Memória, em que é recriado o regionalismo brasileiro, e Os Desvalidos. Esses Romances podem ser considerados os que solidificaram a literatura sergipana.

Em Os Desvalidos, há como figura Virgulino Ferreira da Silva, O Lampião, que é visto como um homem normal e não um “monstro”, sendo a primeira vez em que o personagem histórico é visto dessa forma.

 
OBRAS:

Cabo Josino Viloso

Cartilha do silêncio

Coivara da Memória

Os Desvalidos

Sob o peso das Sombras

Caderno de Ruminações


REFERÊNCIAS:

NASCIMENTO, Jorge Carvalho de. Literatura Sergipana – Prosa (Antologia). Aracaju: SEED, 1998.

O Estadão – Retrato de uma terra. Francisco Dantas em sua fazenda no Sergipe. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,retrato-de-uma-terra-francisco-dantas-em-sua-fazenda-no-sergipe,878595,0.htm>. Acesso em: 10 de set. de 2013.

O Globo – O cru e o arcaico na obra de Francisco Dantas: Autor sergipano escreve sobre personagens em desacordo com seu tempo. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2012/06/30/o-cru-o-arcaico-na-obra-de-francisco-dantas-452985.asp>. Acesso em: 10 de set. de 2013.

SKOOB – Francico Dantas. Disponível em: <http://www.skoob.com.br/autor/4528-francisco-j-c-dantas>. Acesso em: 10 de set. de 2013.



quinta-feira, 6 de março de 2014

JOSÉ SAMPAIO: “O Poeta dos Humildes”.


Por: Allan de Oliveira.
Contato: allantbo@hotmail.com

Fonte da foto: http://www.infonet.com.br/luisantoniobarreto/ler.asp?id=46328

Biografia

José de Aguair Sampaio nasceu na Vila do Carmo (Carmópolis) a 02 de maio de 1913. Filho de Gaspar Leite Sampaio e de Dona Honorina de Aguiar Sampaio. Anos depois fora morar em Riachuelo com a família, passando a trabalhar na empresa de tecidos dos seus tios, Aguiar & Irmãos, época em que o poeta contribuiu em pequenos jornais daquela cidade, escrevendo seus primeiros poemas.

No período de 1932 a 1934, José Sampaio fora viver no município de Capela, exercendo ainda as atividades profissionais no comércio dos seus tios.

Em 1934, José Sampaio foi morar na capital sergipana, e lá fez amizade com a geração de jornalistas e intelectuais que contribuíam nos meios culturais e artísticos, e rodas literárias. Tratava-se da época em que ele teve uma vida boêmia, frequentando bares e cabarés. Participa de jornais estudantis, pondo sua poesia a serviço das causas sociais, liderando os jovens intelectuais sergipanos e estudantes que combatiam a ditadura do Estado Novo, o Integralismo, e a censura dos meios de comunicação.

Os jornais aracajuanos e as revistas deram espaço para a publicação dos poemas de José Sampaio, considerando-o “O Poeta dos Humildes”. Sua poesia contém a liberdade com relação à forma tradicional, produzida em linguagem coloquial. Trata-se de textos engajados nas questões sociais, mostrando uma preocupação com o povo, as desigualdades, a miséria, a decadência, e o vício. Caracterizada por uma reafirmação do mundo como imagem com profundo sentimento humano e angústias da alma.

Em 1938, José Sampaio colaborou na Seiva, revista baiana ligada ao Partido Comunista.

José Sampaio casou com a poetisa Jaci Conde Dias, de Itaporanga D’Ajuda, com quem teve dois filhos e eles se mudaram em fins dos anos de 1940 para Feira de Santana (BA), assumindo um armarinho que comprara. Anos depois, o poeta contraíra um câncer, indo à procura de tratamento no Rio de Janeiro e em São Paulo. Não resistindo à doença, o “Poeta dos Humildes” morrera no dia 3 de abril de 1956, sendo sepultado no Cemitério de Santa Isabel. Sua obra fora publicada em livros postumamente.

OBRAS:

* Nós Acendemos a Nossas Estrelas [Movimento Cultural de Sergipe, 1954]

* Obras Completas de José Sampaio [Livraria Regina / Movimento Cultural de Sergipe, 1956]

* Esparsos e Inéditos de José Sampaio [Nova Editora de Sergipe, 1967]

* Poesia & Prosa [Sociedade Editorial de Sergipe, 1992]


A revolução das ruínas

O rumor que veio desta lembrança
amedrontou meu silêncio.
No meu modo de ver, pelo menos agora,
as ruínas se revoltaram debaixo dos edifícios novos.
São lembranças estranhas
de tudo que ficou debaixo do mais forte.
Há um sofrimento infinito nestes seres pisados,
mas não há choro nesse clamor subterrâneo.
As grandes dores
geram a alegria trágica do ódio.
É a decadência querendo levantar-se
para ressuscitar
na glória de suas causas de palha,
na felicidade dos seus homens brutos
e na alegria de sua antiga liberdade.
Geração que foi enterrada
querendo romper o túmulo dos arranha-céus
para apagar
todas as luzes da civilização.
A luta rasteirado que caiu
para nunca mais levantar.
Revolução infeliz,
tão infeliz que não morre
para viver das derrotas.
Luta impossível
contra o indiferentismo do tempo
e a ironia espontânea do progresso.
Meu pensamento, agora,
é a lembrança estranha
deste profundo anseio de liberdade
que estremece a cova das ruínas.

[1936]

Canto

Se todos ficarem contra mim
eu continuarei amando a poesia e a beleza.

Se todos me abandonarem
eu direi que são puras as mulheres perdidas dos becos

Podem todos ferir-me:
- eu direi que são claros os olhos das crianças negras.

Podem todos ferir-me.
Como poderei dizer que não amo a claridade da aurora?

[1939]


REFERÊNCAIS:

A POESIA DE JOSÉ SAMPAIO. Disponível em:

José Sampaio - O poeta dos humildes. Disponível em: <http://www.infonet.com.br/luisantoniobarreto/ler.asp?id=46328>. Acesso em: 06 de março de 2014.

SAMPAIO, José. Poesia e Prosa. Aracaju. Sociedade Editorial de Sergipe, 1992.



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

HUNALD ALENCAR

Por: Allan de Oliveira.
Contato: allantbo@hotmail.com


Fonte da foto: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/sergipe/hunald_de_alencar.html

Hunald Fontes de Alencar é estanciano, nascido em 10 de novembro de 1942, sendo filho do poeta Clodoaldo de Alencar e Dona Eurydice Fontes de Alencar. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, e atuou como professor de Língua Portuguesa e Literatura, jornalista, teatrólogo, diretor da Galeria de Arte Álvaro Santos (Aracaju), compositor musical e letrista. Foi premiado em vários festivais de música. Com a obra Vassalaghems das Pedras, ganhou o prêmio “Santo Souza” pela prefeitura de Aracaju.

Cultivou da poesia, do conto, e do Romance. Ocupou a cadeira Nº 10 da Academia Sergipana de Letras.

Faleceu aos 73 na noite do dia 20 de maio de 2016, vítima de um infarto¹.



ESTANCIANA

Hunald de Alencar
(Do livro inédito "ALVENARIA DA ÁGUA")

Senhora de Guadalupe
Era a lágrima da tarde:
Da janela se avistavam
Duas torres de saudades.

Os cristais eram mais belos
Com os verões juvenis:
O piano tinha uma sala
Povoada de boleros.

Mas era a brisa das águas
O bosque dos pensamentos:
As correntezas morenas
Dentro da carne dos ventos.

E quando a noite moldava
Os azulejos sombrios,
Senhora de Guadalupe
Recolhia as torres tristes
Na orfandade do rio.

(In: http://clodoaldoalencar.blogspot.com.br/2009/05/hunald-alencar-estanciana.html)


OBRAS:

* Tempo de Leste

* Oito poemas densos

* Verde silêncio da semana

* Poemas de Kandor ou a Escravidão dos Deuses

* Uma vez em Dolduvai

* Elogio dos peixes ágeis

* Solidão das palavras

* Ária Suspensa

* Vassalaghems das Pedras

__________________________
¹ Nota de falecimento atualizada em 04/09/16



REFERÊNCIAS:

BLOG DO ALENCAR. Hunald Alencar - Estanciana. Disponível em: <http://clodoaldoalencar.blogspot.com.br/2009/05/hunald-alencar-estanciana.html>. Acesso em: 02 de out. de 2013.

POESIA SERGIPANA - Brasília, 1988 - Antologia org. por José Olyntho e Márcia Maria.

YAHOO BRASIL! RESPOSTAS. Procura-se autor Hunald de Alencar?. Disponível em: <http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070723093729AAfZLFO>. Acesso em: 02 de out. de 2013.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

MÁRIO JORGE: O maior poeta contemporâneo sergipano.

Por: Allan de Oliveira.
Contato: allantbo@hotmail.com

Fonte da foto: https://www.facebook.com/MarioJorgePoesiaQueLiberta/posts/546203135440340.

Biografia

Mário Jorge de Menezes Vieira nasceu em Aracaju/SE em 23 de novembro de 1946, falecendo na mesma cidade num acidente automobilístico em janeiro de 1973. Começou o Curso de Direito na Faculdade de Direito de Sergipe (hoje UFS) em 1966 e, posteriormente, mudou-se para São Paulo para cursar nessa metrópole o Curso de Ciências Sociais, mas sem conseguir concluir o curso. Foi militante do movimento estudantil na década de 60, durante o período da Ditadura Militar no Brasil, sendo preso em 1968 e respondendo a alguns processos por causa das suas atividades consideradas como subversivas perante o governo da época, e absolvido em 1972.

No ano de 1968, Mário Jorge publicou o seu primeiro e único livro em vida, Revolição (em formato de envelope). Além desse livro, o poeta também publicou poemas e artigos em jornais e revistas de Sergipe, sendo editor de um jornal chamado Toke, envolvendo-se na produção de alguns filmes, participação em alguns festivais de músicas, e colaboração em peças de teatro.

Quanto à produção literária de Mário Jorge, nota-se a influência das Poesias de Vanguarda, destacando-se mais a poesia concretista, práxis, social e marginal, e também influências da Tropicália.

O contexto dos seus poemas retrata temas semelhantes aos do Futurismo, com tons líricos, agressivos, experimentais, passando ideias, que sem dúvida, são radicais para quem os lê. Com um caráter de denúncia social como os problemas durante o Regime Militar no Brasil e a influência de protestos Hippies como os do período da Guerra do Vietnã.

OBRAS¹

Revolição (1968)

* Poemas de Mário Jorge (1982) [Obra póstuma];

* Silêncios Soltos (1993) [Obra póstuma];

* Cuidado, Silêncios Soltos (1993) [Obra póstuma];

* De Repente, há Urgência (1997) [Obra póstuma];

 * A noite que nos habita (2003) [Obra póstuma];

* Revolição (2013) [Obra póstuma];

* Poemas de Mário Jorge (2013) [Obra póstuma].


PAISAGEM URBANA

A
PALAVRA
FOTO(GRÁFICA)MENTE
CONSUMIDA


ANUN Cia.

a
V E N
D I
D
A

NATAL

        a missa       a cena
        o míssil       o sino
        a massa      o hino

        o sonho

        a lenha da fome
        a senha do nome

                            do Homem e do segredo
                            do Homem e do degredo
                            do Homem


CÂNTICO FRUSTRADO

Viver
para que?
Se os desonestos têm a vitória.
Enquanto os sérios, só as vezes
Vem de longe, um pouco de glória.

Viver
como?
O mau sempre pisando
Sem dó, o bom, o são.
Felizes as plantas, que vivem vegetando
Felizes elas que não tem coração.

Viver?
Aonde?
Se em todo lugar nesta terra
Tudo fede, é podridão,
nos cerca a maldade, a merda
Se todos são servos da ambição.


PEDRADA

em tempo de dura andança
(povoado de inimigos
armados de ilusões)

é pedra a flor na estrada
(cercada de cemitérios
onde cruzes são cifrões)

é pedra feita palavra
(quase sempre sepultura
do trabalho apodrecido)

palavra filha do gesto
(para os velhos: indigesto)

leve e puro do menino
(flor sa(n)grando rebeldia:
clara semente da aurora)

quebrando o negro cristal
(estrela velha, caída
na noite da mais-valia)

estilhaçando a vidraça
(redoma, muro, prisão:
precipício solidão)

em tempo de dura andança
(a liberdade germina
no seio de falsos natais)

a pedra, a flor, a palavra
o gesto, o dia, a estrada
brotam
das mãos do menino:
estrelas de sangue, esperma e argamassa
sóis de fúria e pranto e alegria
iluminando
o novo horizonte: claro e verdadeiro
como o azul que nasce do ventre da manhã


CONVOCAÇÃO

o fel do agora
amarga
mas é ilusório
as botas esmagam
mas pisam o transitório

o suor roubado durante séculos
o sangue derramado na luta milenar
o pranto chorado na falta de pão
na falta de amor, na escravidão
o grito abafado pelos grilhões traiçoeiros
as grades cruzadas para que ousa amar o irmão quando a Paz é crime
a vida feita de amarra dela mesma

tudo
faz brotar no solo
holocausto luminoso
do escuro passado
fazendo o braço que trabalha
dono da terra
da usina, do arado
e o coração viver do amor
cantando a canção do amanhã libertado
 
Vazio tudo está,
Tudo está vazio,
Para onde corre o mar?
O mar que recebe o rio.
Onde ela estará?
Ela, por quem choro e riu.
O que há... O que há?
Não sei; Quem sabe? Quem viu?
A vida boa... má...
Sempre e sempre, mundo vil,
Maldade há, ali e cá,
Os mais são muitos, dois, dez, mil...
Viver é a obra
Morrer é a meta,
O que mais sobra
Maldade hipocrisia,
O bem não resiste, sossobra.
Vida árida, vaga, fria.
  

___________________________________________
¹ Sabe-se que há muitos poemas e prosas ainda inéditos.



REFERÊNCIAS:

Mário Jorge Poesia que liberta. Disponível em: https://www.facebook.com/MarioJorgePoesiaQueLiberta/posts/546203135440340. Acesso em: 16 de jul. de 2013.
                     

ALINA PAIM: “Uma autora esquecida por causa do seu marxismo”

(Fonte da foto: https://www.destaquenoticias.com.br/sergipana-escritora-comunista-e-silenciada/ ) Por: Allan de Oliveira. Conta...